12.2.17

Depois do intervalo continua

Minhas senhoras e meus senhores,

Devo à distinta audiência antes de mais nada - enfim, depois naturalmente do "muito obrigado" que estava, está, implícito e agora explícito em todas as minhas palavras, um vasto obrigado à vida e a todos e a cada um dos membros da audiência - um profundo pedido de desculpa. O meu texto sobre o que vos trouxe aqui esta noite estava pronto. Mas em vez de vos falar dos problemas ligados à polinização manual das tulipas nos altiplanos da América Central resolvi à última da hora trocar esse apaixonante assunto por uma divagação.

Uma divagação profundamente ancorada na realidade, é certo - como de resto não poderia deixar de ser, sendo eu um adversário não diria feroz mas pelo menos empenhado das divagações oníricas que caracterizam tantas das páginas impressas nos dias de hoje -.

É portanto da verdade que vos vou falar. A polinização manual das tulipas nos altiplanos da América Central tem um problema grave - a escassez de altiplanos naquela região do mundo - e enquanto este não estiver resolvido vai ser difícil pô-la em prática.

Já a questão das televisões que parecem piscinas é bastante actual. Há cada vez mais televisões, cada vez maiores e cada vez mais piscinas. A relação é evidente. Impõe-se per se.

Há várias maneiras de abordar a problemática pouco conhecida das parecenças entre televisões e piscinas.

Depois do intervalo vamos elencá-las.