25.6.17

One and only

"Quanto mais o tempo passa mais tolerante fico; e menos paciente", escrevi faz agora algum tempo passado. Continua verdade.

O problema sendo actualmente gerir esta tensão dicotómica entre a paciência e a tolerância. A coabitação não é tão fácil como então pensava. Imaginava dois pólos - duas bolas de bilhar, por exemplo - que se afastavam simetricamente uma da outra.

A imagem não está correcta. Mas não devo conformar-me a essa incorrecção. Antes pelo contrário: o objectivo é exactamente cortar os fios que ainda por vezes esporadicamente unem a falta de paciência à tolerância e a arrastam para o mesmo lado da mesa.

E nunca mais voltar ao Bar One no Burgau se lá estiver este gajo a tocar guitarra e os amigos a cantar (tocar e cantar sem aspas porque não as tenho em quantidade suficiente).

Adenda: o que de resto é pena porque os mojitos são bons, a barmaid tem a cara mais bonita e a expressão mais estúpida que jamais vi juntas, o que não deixa de ser interessante e - oh espanto - quando os amigos se calam E (condição lógica) o guitarrista conhece a música até nem é tão mau como se esforça por parecer.