5.7.17

Diário de Bordos - Genève, Suíça, 05-07-2017

Uma das críticas que faço aos guias e artigos de viagens é que se um dia calha irmos a um sítio sobre o qual lemos a novidade não é total. É aproximada, por muito distante que seja a descrição da coisa descrita.

Por outro lado é forçoso reconhecermos o prazer que dá chegar a um lugar que nos é familiar: gosto de chegar a St. Martin, por exemplo; antevejo com prazer o dia em que aterrarei em S. Luis (espero que não muito distante); La Línea, pela qual troquei Gibraltar - e fiquei a ganhar com a troca.

Regressar a Genève é diferente. O lugar não me é familiar. É família. Hoje fui à Recyclables procurar livros de Hildegarde von Bingen e de Teresa d'Ávila. "Tem de ir a uma livraria grande", diz-me o senhor. "Pensei isso, mas gosto de dar prioridade às pequenas", respondi.

Não que a Recyclables seja pequena: é uma grande livraria de livros em segunda mão, com uma excelente escolha e enorme variedade de títulos que também vende livros novos. Há uns anos, quando começou a crise dos livros sacrificou uma parte do espaço para abrir um café e assim sobreviveu.

Por falar nisso: ainda não fui à Livresse. Acho que está na hora. Mas primeiro vou seguir o conselho do senhor da Recyclables.

Abençoado calor.