21.11.17

Censura e homens do lixo

Propuseram-me um trabalho de censor - pomposamente apelidado de "gestor de conteúdos" - por quinhentos e sessenta e cinco euros por mês, seis euros e trinta de subsídio de refeição "em cartão" como no Continente e "até quarenta euros" de subsídio de transporte "contra factura".

Era preciso ter "uma personalidade forte" para resistir aos conteúdos "racistas, homofóbicos, machistas. Ou então florzinhas e fotografias de gatinhos".

Não deixei a senhora acabar: mal disse o salário levantei-me e disse-lhe que não valia a pena perdermos o nosso respectivo tempo.

Censurar os outros é um trabalho desprezível; pagar mal para o fazer é como pagar mal aos homens do lixo.