Viver aos quinze e vinte anos num sitio e não lhe falar a língua é detestável, sem dúvida. Mas é também um desejo de estar sem estar, de estar de passagem, de ser e não ser de.
Desejo esse que em si não tem nada de errado. Manifesta-se erradamente, é tudo: se estás de passagem não fiques vinte anos. Se ficas, aprende a língua.
(Todos estamos de passagem, eu sei. Em média oitenta anos. E todos aprendemos pelo menos uma língua. )
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.