22.6.26

Para nada

Pelas praias por onde a vontade se espraia, com o mar à vista mas fora do alcance da vontade, a galope, a galope num cavalo estropiado, a vontade pergunta-se:

- Para que sirvo?

- Para nada -, respondem em uníssono a praia, o cavalo e o mar.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.