14.4.11

Diversos dispersos

Olha, meu amor deixa-me dizer-te que, postas assim as coisas Não há nada a fazer. O nosso amor esvaíu-se-nos pela ferida da Disse-te quando nos conhecemos: um amor é um encontro de duas Dois mundos, dois universos encontram-se por acaso ou vá Deus saber porquê

Mas sabemos porque se desencontram, não é? Sabemos sempre porque se desencontram aqueles que se amaram

Viste o sol hoje, que lindo que estava? A temperatura, o vento? Achas que o Sol ama a Terra, ou esta a ele? Achas que o vento Os universos encontraram-se à volta de uma mesa de chouriço Merda, isto está a descambar

Não tenho de te fazer um desenho nem explicar-te o que é um metadiálogo Não se deve confundir metadiálogo e monólogo tal como não se deve confundir amor e sei lá uma maçã que cai da árvore, um meltem que sopra nas ilhas gregas

É, meu amor: autonomia O meltem sopra no verão, só no verão, quando o calor e essa merda toda e a terra e depois vem o vento e lá se vai tudo cada um para seu lado uma ilha que és tu outra ilha que sou eu Isto está a descambar para a pieguice Detesto pieguice Gosto mais da violência da clarividência da maldade meu amor Maldade Soberania tu és o chefe dos teus sentimentos e estás no controle das tuas emoções E sabes perfeitamente que a comoção é uma puta que se vende por uma palha, um sol um vento forte num mar azul um E por isso te comoves tanto com a tua soberania reencontrada, não é?

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