Desta vez, na eterna batalha entre a vida e o cansaço ganhou a vida. Vim ao 7 Machos. Não foi uma goleada, para adaptar a linguagem da época: à última da hora troquei a margarita por cerveja Modelo e comi os tacos de garfo e faca. Relembro que são os melhores tacos a leste da Florida e melhores do que muitos que comi naquela península. Os do México não entram, estão fora-de-jogo. A cidade está uma merda, cheia de argentinos aos gritos mas o bar não está tão cheio como temia.
Há uma explicação para a troca do cocktail por cerveja Modelo que nem muito fria está? Talvez. Mas a verdade é que vim o caminho todo no avião a tentar resolver o dilema e finalmente, no último minuto, troquei o pedido.
O segundo Pastor também foi de talheres. Há que dar uma chance ao cansaço e ao pólo, que só tem (tinha) uma pequeníssima marca da passagem do tempo no aeroporto de Ibiza. Agora tem mais duas ou três, igualmente pequenas. Se os tivesse comido à mão... não sei. Teria sido necessário alugar a lavandaria, suponho.
A música do 7 Machos mudou. Agora tem rock em vez dos merengues e salsas de antanho. A televisão também: está a dar boxe (é outro combate mas não sei identificar qual), a única coisa de que gosto ainda menos do que de futebol. Mas a casa e o ruído são os mesmos, a recepção também e apetece-me celebrar a vitória da vida com um mezcal. Vou resistir, acabar a cerveja, pagar, apanhar um táxi para casa, deitar-me e dizer ao cansaço: empataste, pá.
PS - Afinal o marido da Liina convidou-me para um mezcal e como toda a gente sabe é mal-educado recusar um convite destes.
PPS - Foram dois mezcais. Chama-se Guia del Alma e se há coisa de que a minha alma (ou ego) necessitam é de um guia decente.
PPPS - À hora da despedida apareceu outro. Há porém detalhes que de tão irrelevantes não passam de pormenores. A cena grande foi composta por dois tacos pastor, duas cervejas Modelo e três mezcal tudo isto por um preço de fazer chorar um holandês casado com uma escocesa e com um filho judeu.
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Cont.:
"Quando tiveres uma decisão importante a tomar discute-a primeiro com a almofada", dizia-me a avó F. Foi o que fiz. Este ano não tem sido simpático comigo e a decisão que a noite me sugeriu confirma essa tendência. Há que ser paciente e não ceder aos instintos básicos. Mas lá que dói, dói.
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Vim às Niñas comer o pequeno-almoço. Enquanto houver Palma há vida. Vinha cá muito quando estava com a T. e depois deixei de vir com tanta frequência. Agora descobri que abrem cedo. É um local óptimo para ver Palma despertar. A IA que agora substitui o google quando procuro alguma coisa diz-me que a tortilla continua "uma das melhores de Palma". Ya veremos. (Também me disse o nome das irmãs mas não o fixei.)
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Hoje vou ao Ivo alugar uma burra, ao mercado e ao supermercado comprar uns básicos e à 5 à Sec deixar roupa. É como aquelas amizades de que dizemos "Parece que continuamos a conversa como a deixámos".
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(Cont.)
Chego ao Ivo e depois das efusões pergunto-lhe se tem uma bicicleta para mim, por um dia.
- Sim, tenho a tua.
Trata-se de uma Btwin que por uma razão qualquer e anormal saiu bem e que ele se recusa a vender-me.