Hoje fui à Bottega Bolognese comer uma carbonara. (Lembrete: a melhor que já comi fora da Itália e uma das melhores se incluir as italianas a de Cannigione não me sairá da memória até morrer.) A Silvia contou-me esta história, que eu acho magnífica, daquelas que nem a imaginação delirante do Valério Romão ou do Pynchon conseguiriam inventar: duas alemoas, turistas, pedem um copo de pinot grigio e um de chianti. A Silvia serve-lhes os copos e uma delas pergunta: qual é o pinot grigio e qual é o chianti?
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Não sei se por causa da vitamina B12, se devido ao magnésio se - quanto a mim o mais provável - à quantidade de água que estou a beber diariamente, ando ligeiramente menos cansado e a minha capacidade de concentração aumentou. Pouco mas melhorou. Já consigo ler três ou quatro páginas do Padura - escritor que lamento só agora ter conhecido. O Pynchon também avança. O problema que tenho com a história do Trotsky é que me é difícil absorver notícias tristes. A ver se a água e ou as pílulas ajudam. Ou a fruta: todos os dias como metade do meu peso em melancia, melão, figos, pêssegos, ameixas e paraguaios. Ah, hoje comprei uvas moscatel.
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Fiz um tzatziki. Amanhã saberei como ficou. A novidade sendo que é preciso mais pepino do que até agora pensava. A receita sobre a qual por acaso caí e me motivou dizia "na verdade, é preciso ver o tzatziki como uma salada de pepino envolta em iogurte grego e não este com pepino". Pimenta Tellicherry com um toque de pimenta fumada e sal de cocó, claro. Aneto, menta, azeite, vinagre. O iogurte "grego" não é grande coisa mas é o que há. Qualquer dia encontrá-lo-ei sem aspas.
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Está a chover. O badanal previsto para hoje e amanhã limitou-se ao lado oeste da ilha.
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Hoje a Btwin levou-me a passear pelas ruas estreitas, sinuosas e frescas de Calatrava, um bairro que estranhamente sobrevive à ganância turística. Não creio que a sobrevivência se prolongue por muito mais tempo.