Um deslumbramento que se repete continua a ser deslumbramento? Fascínio sim, sei que pode repetir-se: é o que sinto cada vez que chego a Genebra. A dobrar, de resto: pela cidade e pela minha estupidez, que me fazia detestá-la quando cá vivia. Este país é para velhos.
De certa forma compreende-se: os jovens não têm netos. E não apreciam ruas sem buracos nem transportes públicos bem geridos nem autocarros conduzidos por pessoas normais nem cidades limpas. Tudo isso só vem com a idade.
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A que, desta vez, se junta a minha irmã R., uma das muitas formas que a adorabilidade encontrou para se encarnar.
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Jantar de ontem: porco com um molho de mostarda, salsa, natas e sumo de limão (porque não havia vinho branco. Da próxima haverá. Pouco). É bom, fácil e barato, três qualidades apreciáveis.
Dourar a carne, reservar, na mesma frigideira refogar um pouco de cebola (não muita. Aliás, até me pareceu dispensável), juntar o molho previamente preparado - natas, mostarda, salsa picada e vinho branco - deixar ligar brevemente, pôr a carne e cozer, cuidando que não fique muito seca. Uma boa pimenta preta - usei uma verde fumada que o F. trouxe de Palma e teria ganho com uma mais escurinha - e hey, messieurs dames, à table.
Não houve acompanhamento porque nenhum dos convivas quis, mas um arroz branco teria ido a matar.
Hoje vai ser um boeuf bourguignon. Um mês a cozinhar para a família e para alguns amigos que espero ver? O meu infinito obrigado ao serviço civil suíço, que está na raiz desta aubaine (bambúrrio, para quem não queira ir ao dicionário e aceite uma tradução livre).
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(Cont.?)