11.9.26

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 11-09-2026

De uma maneira geral evito ir jantar com os clientes. Mas desta vez o convite era para o La Rosa - a melhor vermuteria de Palma, se por acaso - e além disso seria mal-educado recusar outra vez a amabilidade. O grupo é simpático, nunca se perde nada em dizer a verdade, de forma que o jantar não foi o sacrifício que poderia ter sido. O salmorejo estava péssimo, estou rouco quase afónico - condição que me dispensa de falar muito -, sentei-me directamente à cabeceira da mesa para diminuir o número de pessoas com quem tinha de falar e a coisa passou, porque o resto da comida e o vinho estavam óptimos. Como entretanto tinha ido buscar a Btwin à Intermodal o regresso foi rápido. (Canto de louvor para o porta-bagagens da burra, que está ao nível do resto: excelente.)

E canto de inquietação para o ruído provocado por uma recente queda - da bicicleta, eu aguentei-me. Espero que não seja nada de grave. Amanhã tenho de ver se arranjo tempo para ir ao Ivo.

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De regresso ao RCNP. Este clube foi uma das minhas casas em Palma durante quatro ou cinco anos. A outra foi, ainda é, a Volta Dos. Suspeito que este o será também, para sempre. Se não sou eu a habitar a casa é ela que mora em mim.

9.9.26

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 09-09-2026

Antes que me esqueça - lojas em Sevilla:
- Papelaria Ferrer, calle Sierpes 5;
- Chapelaria Fernández y Roche, calle Rosario (não importa o número, a rua é minúscula.

Ao lado desta fica um bar que se não fosse uma coisa do Vihls seria giro e tem um salmorejo que é do melhor que tenho comido. Pode inclusivamente discutir-se se o d em do está a mais.

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Chegada a Palma e despedida. Fui ao Jaume, aonde comi uma tortilla daquelas de ir para o pódio. O segredo deste prato não está nos ovos. Está nas batatas, que devem ser confitadas em azeite e não fritas (abrenúncio) ou cozidas. Acabei com um Santísima Trinidad (sete anos, que isto não está para aventuras e o Jaume fez-me um desconto, o que é notável). O Claudio está fechado. Não me surpreende: com o que trabalhou este Verão deve estar exausto. Eu estou, mas pela razão oposta. No Cristian comprei limões pretos secos - há uns anos fiz um prato de frango com isto que ficou bastante interessante -, outra pimenta e alcarávia para fazer harissa com as malaguetas que a L. comprou no Algarve. São pouco picantes mas são saborosos. Tudo isto na Btwin, que agora é completamente minha e que tendo saído das mãos carinhosas do Ivo está um sonho.

Amanhã embarco por quatro dias e assim termina uma época miserável.

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Aparentemente o Não Sei saírá em Novembro. Sublinho aparentemente. A minha capacidade de acreditar está em níveis ainda mais baixos do que o habitual. 

Em contrapartida, creio que consegui fazer uma equipa de sonho para as cantigas. Sou um rapazinho de crença fácil.

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Digno de registo: resisti à tentação de entrar na Tipika. Estes meus diálogos com a carteira têm resultados  estranhos mas eficazes. 

8.9.26

Diário de Bordos - Sevilha, Andaluzia, Espanha, 08-09-2026

Chegada a Sevilha. A única coisa que tinha para fazer era ir à loja do meu chapéu favorito, que por sorte é daqui, saber como fazer para o limpar e ver outros modelos, sobretudo agora que o Inverno está à porta e preciso de um chapéu porque os quinze que tenho não são suficientes, toda a gente sabe. Saio do Blablacar que me trouxe - uma viagem tranquila, prefiro de longe ser conduzido por mulheres que conduzem bem a sê-lo por bons condutores masculinos - e vou directamente para um táxi. Dou à senhora a morada da loja, sabendo que está fechada, tenho uma hora de espera mas o que não falta nesta cidade também maravilhosa são waterholes aonde esperar é um prazer e não uma seca.

Arrancamos e a taxista diz-me que aquela rua é pedonal e que se eu quero que ela me deixe no sítio mais perto terá que ir dar uma "volta turística", aspas porque cito. Em contrapartida, deixa-me a "trinta metros" (ditto) e a corrida será mais barata e mais rápida.

A loja - Fernández y Roche, para quem quiser dar um salto ao Google - estava efectivamente fechada, os trinta metros eram cinquenta (ou pouco mais) e o café que primeiro me acolheu chama-se Vinoque, fez-me descobrir um vermute que não conhecia (Misterio, de Huelva) e ia fechar dali a pouco.

Resumamos: o café Lobo-Lopez é lindo apesar de uma "obra" de Vihls que não acrescenta nada senão uma furiosa vontade de a cancelar (isto é iŕónico, se por acaso), faz um salmorejo superlativo, tapa de secretos idem, sobremesa ibidem e eu pergunto-me como é possível não ter nascido aqui? E em Málaga, não quero cenas de ciúmes. E em Cartagena? E em Palma? E em tantos outros lados?

Por que raio de carga de água nasci na língua portuguesa, uma das duas coisas que me liga a Portugal - a outra sendo este "povo de merdosos" e cobardolas, que tem defeitos, é certo, mas é hospitaleiro, generoso e tolerante e essas qualidades compensam largamente aqueles defeitos porque com elas convivo directa e quotidianamente e com os defeitos só através dos jornais?

Confesso que trocaria os amáveis portugueses pelos façanhudos maiorquinos ou pelos hipócritas suíços. Já a língua não a troco por nenhuma, com a possível excepção do francês e mesmo assim teria de o reaprender (isto é batota. Escrevia bem francês até dar a corrigir os textos. Depois, era um erro por parágrafo, no mínimo).

Atardo-me no Lobo López: o espaço é acolhedor e bonito (apesar da tal obra, repito. Depois digam que não sou tolerante e aberto e tudo), a música nada agressiva ao contrário do calor lá fora e estou sozinho, sem hordas de turistas ou de brasileiros com cães, isto é uma bênção, uma dádiva, um sacramento. Não sei como ir para o aeroporto, se de táxi se de autocarro. Meia-hora contra uma hora. Quanto vale o meu tempo? Nada. E o meu conforto? E não ter de andar vinte minutos até à Plaza de Armas? E se o autocarro está cheio, como de costume e tenho de ir de pé? Andar não seria um grande sacrifício, aliás era uma das coisas que queria fazer. Porém, este calor dissolve todas as vontades que impliquem não estar numa sala com ar condicionado. 

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Conversa séria, franca e substantiva com a carteira. Decidi que íamos de autocarro para o aeroporto. Enfim, eu não decidi nada. Quem decidiu foi ela. Aplica-se às carteiras aquele velho dito francês: "o que mulher quer Deus quer". Fiz bem. Mais meia-hora na cidade teria feito menos diferença do que a diferença de preços. Acresce que o autocarro está quase vazio, pelo que tenho lugar sentado.

Além de que prefiro aplicar essa massa no táxi para casa, em Palma. 

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PS - O avião está atrasado meia-hora. Carteiras e mulheres têm sempre razão. 

7.9.26

O que tem de ser tem muita força

É a história breve de um gajo que um dia quis abrir um bar de alterne chamado Cona Mágica. O registo recusou, claro. O homem registou o nome Dona Mágica e fez um logo escrito em caixa baixa, fonte manuscrita com a haste do d quase invisível.

3.9.26

«On est tous le con de quelqu'un et tant pis pour lui»

De que o Ocidente está a entrar numa fase de estupidez colectiva restam poucas dúvidas. Ele é o «amor» pelos animais, coitadinhos (aspas porque se isto é amor eu sou a mulher do Papa. O amor não é - ou não deve ser - obsessivo, simbiótico, irracional e sobretudo maléfico: vejam as pessoas que andam com cãezinhos ao colo ou em carrinhos de bebé para animais); ele é o pânico com o «CO2» (aspas porque é irónico. Se tivesse escrito «Maligno» seria a mesma coisa); ele é a «indignação» (ditto); e por aí fora.

Acontece que eu não acredito que toda a gente esteja a ficar estúpida ao mesmo tempo. O QI é uma média e a distribuição em torno do cem é uma curva de Gauss perfeita. Ou seja: só uma parte desta mudança deve ser atribuída à estupidez. A outra é certamente devida a movimentos tectónicos das placas culturais. Ao contrário do que nos ensinam na escola primária o Homem (colectivamente, claro) não é um animal racional. É um animal de mitos e símbolos que pontualmente escorrega para a racionalidade.

Agora apareceu uma sub-espécie dos amigos dos animais: pensam que o mar é das orcas, não é nosso. Elas têm todo o direito de nos atacar porque nós é que estamos a invadir o território delas. Esta tese é tão mentecapta, tão idiota, tão indigente, tão imbecilóide que não vale sequer a pena perder tempo a desmontá-la. Normalmente limito-me a explicar a quem a defende que desejo que as aves não adoptem o mesmo comportamente da próxima vez que eles apanharem um avião.

Tenho de fazer um mea culpa, mea maxima culpa: intervenho por vezes para defender a ideia - que defendo - de que mais tarde ou mais cedo vai ser necessário matar uma orca ou duas (ou três) por puro divertimento. Gosto muito de ler as respostas - normalmente insultos - de pessoas que têm um QI igual ao dos ditos bichos, coitados. Em geral tratam-me de imbecil. Eu concordo. «Somos todos o imbecil de alguém», como disse um senhor chamado Jean Dion, québécois e jornalista (do tempo em que ainda os havia). «Azar o dele.»

2.9.26

It's far too late

É um casal jovem que cruzo numa dessas ruas pedestres de Lagos, igual a dois milhões de outras ruas pedestres em qualquer buraco de turistas. Devem andar os dois pelos vinte e poucos. Beijam-se com força, quase violência. Se fosse uma banda desenhada teriam coraçõezinhos a saltar-lhes dos corpos. Penso que é normal, estão na idade do acasalamento. Já eu estou na idade do desacasalamento, continuo. E daí pergunto-me "seria possível desamar as mulheres que amei?" Amei no sentido directo do termo, não no outro. Não sei. Não teria muito interesse, de qualquer forma. A primeira senhora que me vem à mente é uma portuguesa que vive no centro do país e me fez substituir - para sempre? - o nome da estação daquela cidade pelo nome dela. Passo por ali frequentemente, nas minhas andanças entre o norte e o Lisboa e vice-versa. Depois vou andando para trás no tempo. Não são muitas, nem a meia-dúzia chegam mas interrompo o exercício por falta de interesse. É demasiado tarde e de qualquer forma já cá não estão. Cá sendo o mundo aonde vivo, desacasalado, desapaixonado, desenamorado, a viver de memórias desencadeadas por dá cá aquela boca. Elas lá andam, pelo mundo delas. Algumas já me terão esquecido, outras desejarão talvez nem me terem conhecido. E eu, lembro-me de todas?

"Listen,
my wary one, it's far too late
to unlove each other. Instead let's cook
something elaborate and not
invite anyone to share it but eat it
all up very slowly."

- William Matthews

29.8.26

Tristezas, magrezas

A rapariga é magra, esquelética e trouxe-me à memória uma mini-aventura que tive uma vez já não me lembro bem aonde. Creio que foi em Ponta Delgada. A senhora também era muito magra. Estava noutro barco. Era francesa, disso tenho a certeza. Não recordo as circunstâncias. Só me lembro de que decidimos passar a primeira noite num hotel e quando chegámos ao quarto ela disse-me:

- Sabes, nós, as magras, somos boas para sair e péssimas para voltar para casa. - (Isto tudo em francês,  daí recordar-me da nacionalidade dela: on est bien pour sortir mais pas bien du tout pour rentrer.) Enterneceu-me muito, a tristeza com que me disse aquilo. Passámos dois ou três dias juntos, até um de nós largar para outro sítio qualquer. E continuámos no hotel. Eu tinha um tripulante, ela uma tripulação e achámos os dois que há penas que não são de exportar, que ficam melhor entre duas pessoas que sabem de tristezas.

26.8.26

Diário de Bordos - Lisboa, 26-08-2026

Aterro em Lisboa com menos de uma hora de sono mal dormido no avião. Saio do aeroporto num Bolt cujo chauffeur começa a reclamar contra os outros condutores ao fim de aproximadamente dois minutos e continua até se aperceber - tardiamente - que não estou muito interessado nas suas imprecações. Depois da gentileza dos taxistas e dos condutores de Palma - está quase nos níveis pré-pandemia - o choque é rude. Depois, uma hora e meia de espera num café à frente da farmácia aonde vou buscar as injecções, a única coisa que me trouxe aqui. A carcaça é uma ditadora. Depois, uma hora e meia até à camionete para Lagos. O voo levou pouco mais de hora e meia, a espera no aeroporto de Palma foi de duas horas e o trajecto para Lagos será de três horas e quarenta e cinco minutos, se não houver atrasos. É muita hora.

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No café a televisão está sintonizada na CM TV: as notícias repetem-se, sangue, droga, polícia, assaltantes, tortura, violação, crime. Há pessoas que são capazes de ver isto o dia todo? Já não digo o dia todo, mas todos os dias?

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Venho passar uns dias a Portugal. Palma sem trabalho é demasiado stressante e perde grande parte do encanto.

Verdade seja dita: não conheço lado nenhum que sem trabalho não o seja. É uma questão de grau, apenas.

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A carcaça é uma amante cara e caprichosa. Está sempre a pedir-me dinheiro e a queixar-se. Recusa dormir quando sabe que é preciso, aparece-me constantemente com desculpas novas. É uma chata ditatorial que abusa do facto singelo e iniludível de ser a única.

(Cont.) 

24.8.26

Definição: cozinhar

Cozinhar é a arte de transformar uma série de operações químicas em  alquimia (quando o resultado é bom. Quando não: ficaram na área da química).

23.8.26

Retratos

Eram duas irmãs. Mais do que beleza, os seus rostos mostravam carácter, temperamento, raça, força - e essa série de qualidades transformava-se em beleza, movimento circular que prova a ausência de fronteiras entre o interior e o exterior. 

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 23-08-2026

Contrariamente ao que diz o tio Segismundo, os meus sonhos estão intimamente ligados ao meu dia-a-dia e são fáceis de interpretar: se está tudo bem tenho sonhos agradáveis e bastante positivos; assim que deixa de estar tudo bem esses são substituídos por pesadelos. É um mecanismo simples e primário mas é o que me corresponde melhor. Esta noite, por exemplo, tive alguns três pesadelos de rajada. As coisas ainda não devem estar muito muito mal porque nenhum deles foi de querer enterrar-me logo ao despertar. O que tiveram de assustador foi simplesmente a sucessão. Deram-me a ideia de criar uma escala de pesadelos inspirada nas de Beaufort ou Richter. Vou começar a trabalhar nisso.

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O ano começou mal, continuou mal e estou de novo no mercado de trabalho a ver se encontro alguma coisa para o Inverno. A história de Cancún não me convence. Com grande pena minha, devo dizer. Aquilo deve ter um potencial bastante elevado. O que me faz desconfiar é o método de trabalho do F., de que não sou grande fã.

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Almoço sem querer: venho à Cantina para entregar umas coisas que os últimos clientes esqueceram a bordo e peço uma tapa. «Pequena», insisto. Excelente, como sempre e enorme, idem. Estou almoçado e refastelado em alembranças enquanto bebo um tinto de verano e penso na quantidade de horas que passei nesta mesma mesa.

A térmica começa a entrar. Está na hora sesta.

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A ideia era sair de casa, levar a burra dar um passeio, que tem saído pouco, fazer uma fotografia ou duas, sentar-me numa esplanada, ler, escrever, beber um copo... Vasto programa, como dizia de Gaulle. Vasto programa. (Admitidamente o programa era outro. Era «mort aux cons.»)

Várias coisas se intrometeram em tão delicado mecanismo: comecei por ter de voltar a casa trocar a bateria da máquina, depois tive de ficar de guarda a uma senhora que caiu perto de mim até chegar o 112 - demorou pouco mais de meia-hora, o que me parece muito mas enfim. Não vi bem o que aconteceu: a senhora estava a andar à minha frente, eu entretanto procurava um caminho para passar com a Btwin, ouvi um pequeno grito e quando a voltei a ver estava no chão. Falava, mas muito baixinho. Chamei o 112 e fiquei ali à espera. Verdade seja dita, já tinha feito duas ou três fotografias e quando a polícia local chegou disseram-me que podia ir-me embora e vim directamente para o Enco do Passeio Marítimo beber um affogato all'amaretto e aprender a fazer aperolspritz porque tenho uma garrafa em casa (veio do cata, que de repente me lembre nunca comprei uma coisa daquelas) e como estou em período de contenção de custos mais vale bebê-la em casa, na rua custa uma barbaridad, como eles aqui dizem. Em casa tenho cordon bleu da Terravera e tzatziki, que afinal acabou por ficar razoável, aquilo de se espremer bem o pepino é uma boa ideia. E a pimenta, claro, uma boa pimenta é importante. Agora só falta encontrar iogurte grego autêntico e não esta mistura leitosa e enfadonha. O senhor que me fazia o affogato não está cá e tive de o mandar para trás para porem outra bola de gelado. À segunda tentativa veio correcto e aproveito a embalagem para averiguar a diferença entre Aperol e Campari. Isto da inteligência artificial tem muitas vantagens. Um gajo faz uma pergunta e ooops, hey, presto, ecco signor, a resposta é. Não sei qual é a que estou a usar - é a que o browser (Brave) me apresenta. Para as minhas necessidades chega.

Ou seja: o programa está cumprido. Basta trocar a leitura por uma BA. O Enco é um café muito agradável e eu recomendo-o.

PS - Recomendo-o salvo seja. Só a quem não esteja em contenção de custos. O sacana debitou-me a bola de gelado que lhe pedi porque a primeira era minúscula. Não posso levar esta carteira à rua. Cada vez que o faço, ela faz tudo o que pode para justificar a alcunha que lhe dei: vaporizador de dinheiro.

PPS - Voltei para casa pelo Passeig Mallorca e pelas Avingudes, até à Plaza de España (Plaça d'Espanya, para manter a coerência). A burra não se pode queixar. Eu tão pouco.