Os extremos tocam-se? Tocam. A ponte que os une é o anticapitalismo.
10.3.26
9.3.26
Pertença, clorofila
Não é a primeira vez que tento viver no campo. Uma vez fui viver para uma aldeola suíça, a oitocentos metros de altitude, no Jura. Também vivi em St.-Ursanne, no Jura, mas isso não conta. Quando estou embarcado também passo muito tempo em portos pequenos, mas isso também não conta. Refiro-me apenas aos sítios aonde fui viver, de armas e bagagem. Mértola só conta metade: nunca aí passei muito tempo mas a ideia era instalar-me lá. Ou seja: viver em Vilarelho (ou Caminha, é ao lado) só parcialmente é uma novidade. À qual me habituo, pouco a pouco e com alegria. Já não fico zangado quando a loja de bicicletas está fechada apesar de serem horas de abertura - apanhar aquilo aberto é como ganhar à raspadinha, suponho. Às vezes está, outras não. Como o senhor não responde ao telefone, a solução é simples: "não telefone, vá"; se estiver fechado, volte. Já digo fino tantas vezes como imperial. Não me espanto quando vou a um café e o dono não sabe o que é um LBV ou um Irish Coffee. Não há uma livraria mas há uma papelaria que vende livros. Ainda não encontrei um restaurante que me encha as medidas, como o saudoso Tamuge, em Mértola - ainda sendo a palavra-chave. Por outro lado, sou cliente da mercearia Crespo, da garrafeira Prova Cega, do restaurante Cais, da lavandaria que fica perto do mercado e cujo nome não sei mas é óptima, da casa Lubra logo ali ao pé, da Camitintas, do café Riviera... Casas respeitáveis e de qualidade. Gosto da paisagem daqui - das paisagens, no plural: são várias. Gosto das pessoas com quem me cruzo. Gosto da casa aonde tenho as armas e a bagagem e imagino-a facilmente no futuro, quando estiver mais quente e com mais iconografia nas paredes e eu menos ansioso. Gosto da pintura do Tiago Taron, que vejo frequentemente, cada vez que passo pela Rua Direita. Gosto dessa rua, do rio Minho, da praça a que chamam Terreiro, da estação de comboios. Há uma data de coisas de que gosto e não tarda mudo a minha residência oficial para aqui. A minha bicicleta BH Glasgow Vintage já se habituou às ruas e estradas de pedras, tão bonitas de se ver e tão chatas de pedalar, e eu à ideia de que a minha próxima vida - estatisticamente terá cerca de quinze anos - será aqui, entre a serra d'Arga e o Minho.
Não voltarei a apanhar uma intoxicação de clorofila como a que apanhei em Bassins, que me obrigou a regressar ao centro de Genebra de urgência. Dois ou três dias em Lisboa, uma breve passagem pelo Porto, uns dias à beira do lago Léman e fico com o sangue limpo de verdura. E cheio de azul, com umas semanas de mar.
7.3.26
Pernas, vida
Diário de Bordos - Barcelos, Baixo Minho, Portugal, 07-03-2026
Sou fraco turista. Interesso-me pouco pela superfície das coisas (dos corpos também, mas isso fica para outro depois) e mais por o que lhe fica por baixo - ou por cima, no caso dos corpos. Hoje, por razões várias vim a Barcelos e estou a turistar. Isto é, turistar a sério: um grande momento num café na praça, um curto passeio por essa mesma praça e - imagine-se - até subi à torre que está na praça. Há sítios nos quais nos sentimos imediatamente bem e esta praça é um desses. Fiz fotografias da igreja no meio da praça, de um prédio em ruínas que acho uma vergonha (estas ruínas são um desafio ao meu liberalismo) e agora regresso ao mesmo café para mais um café e outras coisas, entre as quais se incluem a temperatura amena, o sol, as crianças a brincar, a ideia de que a terra tem quase tantas surpresas como o mar. Uma delas sendo que sei ler o mar mas não sei ler a terra e sinto falta disso.
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A livraria está fechada (a outra. Não a Bertrand). O meu turistar vai incompleto mas com uma pequena satisfação: pouco a pouco, surpreendentemente, começo a gostar de lojas que fecham ao sábado à tarde, que fecham para o almoço, que fecham quando querem. Não perguntem. Não sei quanto tempo estes desvios à linha justa vão durar. (No mar não há sábados, domingos ou horas de refeições. Deve ser por isso.)
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Conheço melhor La Linea ou Belém do Pará do que Barcelos, coisa que por vezes me irrita e me desagrada sempre. (Substituir La Linea ou Belém por algumas dezenas de sítios e Barcelos também.)
5.3.26
Diário de Bordos - Vilarelho, Caminha Alto Minho, Portugal, 05-03-2026
Sou um rapazinho lento. Sempre fui. Já em Lourenço Marques era sempre o último a desaparelhar o meu Vaurien, ADN de seu nome. Não tinha muita pressa nem de me juntar aos outros nem de ir para casa. Talvez por isso compreendo tão mal a pressa dos meus compatriotas. Sempre apressados, sempre a correr - pelo menos em algumas coisas: no trânsito, no restaurante... Não sei no resto. Ou por outra: sei em alguma parte do resto. Chegam sempre atrasados e ao trabalho aplicam aquela velha máxima "O trabalho é para o preto". A tal ponto que quando recebo uma resposta rápida de um organismo público pergunto-me o que terei feito mal. Enfim, antes assim. Seja como for, não é por causa do ritmo de trabalho dos nossos manda-chuvas que me ocorreram os dias de vela em LM. É por causa de um cantor chamado Bonnie Prince Billy, que agora começo a descobrir. Tenho o disco em casa. Isto é, tenho o disco e tenho uma casa. Durante muitos anos faltaram-me ou um ou os dois, alternada ou simultaneamente. Sugiro Music for Seafarers, um CD que comprei por causa do título e agora oiço frequentemente por causa da música. Outro disco dele chama-se Black / Rich Music. A lentidão tem vantagens e ouvir esta música agora - isto é, só agora - é uma delas.
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O vinho tinto da Casa Agrícola Rebelo Afonso, sita na região do Douro, ano 2024, 13,5º, uvas pisadas a pé em lagares tradicionais de granito e uvas de novas parcelas (...) representa a tradição desta casa (a casa Rebelo Afonso, claro). Não ponho aspas mas tudo é copiado do rótulo.
Além de representar a tradição, etc. é um vinho bastante recomendável. Talvez um bocadinho mais de força no ataque, deixando o fim de boca como está? Não sei. Sei que a pouco menos de sete euros cada mililitro vale cada cêntimo.
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Às vezes parece-me que querer viver em terra é como querer voltar a entrar no ventre materno.
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Ontem acordei bi-avô e adormeci tri-avô. Para a semana vou conhecer a jovem recem-chegada, Olívia de seu nome. Fui o último dos meus amigos próximos a ser avô. A lentidão tem vantagens aonde menos se as esperam.
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Caminha
Às dez da noite peguei na burra e vim a Caminha. Cheguei às dez e quinze. Na rua Direita não havia um único bar aberto. Um. Unzinho.
No trajecto vinha a pensar numa velha boutade de há uns anos em Lisboa: sexta-feira é para amadores. A noite dos profissionais é a de quinta. Em Caminha não há profissionais?
Resultado: acabo no Mio, a quem ensinei a fazer Irish Coffee ("juro, palavra de honra, vou morrer aqui", o rapaz não sabia o que é um café irlandês).
Por estas e por outras a intoxicação por excesso de clorofila é tão perigosa. Nada como um pouco de poluição urbana. E ainda há quem queira acabar com as emissões de dióxido de carbono.
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Em defesa da honra de Caminha: o Mio fecha às dez e meia mas o Diner não só está aberto mas também o senhor sabe o que a mistura de café, Jameson e (infelizmente) chantilly. Esperar natas batidas seria como pensar que a Madre Teresa de Calcutá (em jovem) entrou em filmes pornográficos. A hipótese é entusiasmante mas demasiado perto do delírio para ser levada a sério. (Nota: o Diner fecha às onze.)
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Sabem aquelas comichões inconvenientes que não nos largam e às quais por vezes cedemos sem mesmo nos apercebermos? Hoje isso aconteceu-me com a vontade de escrever qualquer coisa à mão com uma caneta de tinta permanente (a Sheaffer, se por acaso, porque foi a última a juntar-se ao rebanho). Infelizmente não tinha nem caneta nem bloco-notas e tive de viver com a dita comichão até agora.
Estou no Diner, o senhor é encantador e apagou uma das duas músicas que tocavam simultaneamente (apagou o rap) e se não tenho a Sheaffer tenho a Parker e é essa que agora uso. Caminha tem méritos. Basta não ter pressa.
4.3.26
Diário de Bordos - Vilarelho, Alto Minho, Portugal, 04-03-2026
O problema sendo que a vida em terra tem que-saberes e eu não os sei todos. Por exemplo: organizar os menus. Quero comer batatas Hasselback, favas, ervilhas com ovos escalfados e caldo verde. Que ordem dar a tudo isto? No mar é fácil: come-se primeiro o que tem de ser comido primeiro e depois o que pode esperar. Em terra não é só assim. Há mais parâmetros.
Deixo-os para depois e faço as ervilhas. Em terra há menos resistência à vontade do que no mar. No mar aquilo que se quer tem menos peso. Menos força. Sabe-se aonde se está e para onde se quer ir. O resto não é definido por nós, ou só por nós. Aqui sim. Por exemplo: vinho da Quinta dos Termos. Vinhas Velhas. No mar não há vinho. Não se mistura bem com água salgada ( doce tão pouco, mas isso é outra história).
Na verdade, pouco me interessam as diferenças. Estou aqui agora. Aonde estarei amanhã, aonde estive ontem? Não sei. Ontem já foi, «amanhã não me pertence.»
3.3.26
Diário de Bordos - Tomiño, Galiza, Espanha, 03-03-2026
2.3.26
Solidão?
Cântico
Uma noite que começa em busca de poesia acaba necessariamente no Cântico dos Cânticos. Neste caso, a versão de José Tolentino Mendonça (com desenhos de Ilda David, que não são grande coisa). Até amanhã.
Quem nos vê do mar?
«Não somos uma ilha
excepto para quem nos vê do mar.»
Qassim Haddad, in Antologia da poesia árabe, Ed. Contraponto, versões de Marta Vidal e André Simões.
Diário de Bordos - Caminha e Vilarelho, Alto Minho, Portugal, 02-03-2026
Tal como leva tempo fazer esta subida de bicicleta. Não é muito longa nem muito íngreme mas faz-se sentir mesmo quando a faço todos os dias; agora, há meses sem pedais nem selins, deixa marcas na chegada a casa.
Felizmente, há ritos. Rituais. Reencontros. Acender o aquecimento e ligar o desumidificador. Às vezes, ouvir um bocadinho de música, nem sempre. Descansar as pernas e a cabeça. Pensar no que tenho de fazer amanhã. Perguntar-me se Li Bai é verdadeiramente a poesia que quero ler agora (não é, mas ainda não sei por que substituí-lo). Aquecer a panela de vinho quente que elegeu residência no meu fogão, para grande alegria minha. No Verão será substituída por um grande tacho de ponche tahitiano - sou capaz de programar as coisas adiantadamente, ao contrário do que muitas vezes penso.
Li Bai
Ainda aqui, as taças de vinho, a nossa despedida.
1.3.26
O lento escorregar de uma noite
Refiro-me àquela velha história do velhinho que vai entrar gentilmente na noite escura. Ou àqueloutra do tigre que entra a arder nessa mesma noite, iluminada apenas pelas suas chamas, dele, tigre que arde sem se ver e não sente qualquer dor.
Entretanto, uma lebre corre nos sanfenos, a eternidade sai finalmente da gruta aonde estava escondida ("é o mar / que se foi com o Sol"). Num canto, alguém recita monotonamente "solo una cosa no hay. / Es el olvido" e dedica essas linhas à sua "desventura e ventura, inesgotável e pura".
Como se chama o tigre ardente? Poesia. E a noite escura? Poesia. E a floresta? E o esquecimento? E a sorte, a má-sorte, a pureza?
"Yo no sé de pájaros,
no conozco la historia del fuego.
Pero creo que mi soledad debería tener alas."
28.2.26
Dos equilíbrios delicados
É preciso ter em mente. Não esquecer nunca: não há limites para a democracia. Não há democracia a mais. É preferível uma democracia em que o povo se engana a outra em que o povo não pode sequer enganar-se.
Isto dito, numa situação como a da Covid a classe política não está isenta de culpa nem - obviamente - de responsabilidade. Ceder à vox populi como as classes políticas do Ocidente cederam é vergonhoso. Os políticos que se vergaram à pressão das comunicações sociais deviam ter vergonha e dizer nostra culpa em público, todos os dias.
Apologia do silêncio
Escrever é violar a página, violar o silêncio. Escrever é uma violência, um risco (um risco literal, quando escreves no papel). Não se deve escrever se não se tiver uma razão muito forte para isso. "Não fales se o que tiveres a dizer não for mais bonito do que o silêncio." Cito de memória. (Pitágoras: o google matou a memória...) O computador substituiu uns riscos com outros riscos mas não eliminou o risco de escrever sem ter nada para dizer. Não há beleza no ruído. Ou há, mas potencial. Como no caos: beleza em devir. Começamos no caos e nele acabamos? A morte não é a ordem absoluta: também há os vermes, a decomposição.
Há estes montes, este verde, estas estradas nas quais as pessoas circulam depressa demais. Morrer por morrer, que seja num sítio bonito. Antes aqui do que numa autoestrada?
Viver: riscar, arriscar. Escrever. Espadeirar com o vazio. Desafiá-lo: a esgrima é tão elegante, não é? Depende do adversário. Deve ser mais forte do que tu, como o vazio ou o caos. 《Que é viver, se não estar "mais aqui"?》Pasolini, outra vez.
Esta luta permanente entre a memória e o futuro, os "projectos" (aspas porque é irónico)? Uma guerra que gera riscos em vez de nascer deles. Ganhar uma batalha: escrever na água. Ganhar a guerra: escrever. Magoar o silêncio.
23.2.26
Manda quem pode, obedece quem deve
Em Portugal as pessoas "importantes" não respondem a telefones ou e-mails. Porquê:
a) Falta de tempo;
b) Falta de interesse;
c) Falta de educação;
d) Falta de profissionalismo?
Tudo isso simultaneamente, mudando apenas as proporções consoante o caso. Um e-mail ou uma chamada telefónica são uma ameaça, sobretudo quando vindos de alguém mais abaixo na pirâmide social. Portugal não é para jovens. É para velhos, se possível estrangeiros.
É natural: somos pagos por Bruxelas, trabalhamos para Bruxelas. (E para Washington, mas isso é outra história. )
A casa e a cidade
Quanto tempo leva uma casa a ser habitada? Três meses, como uma cidade? A casa também tem bairros: aqui o trabalho, ali a comida, do outro lado da rua o lazer. São mais pequenos? São. Mas são bairros.
A casa é uma cidade em ponto pequeno.
Monólogo de chacha
Não gosto muito da expressão "conversa de chacha". Prefiro "small talk". É mais respeitador, não é?, apesar de ser a mesma coisa. Isto é, não gosto de small talk, não tenho paciência para chachadas, para falar do tempo - excepto em questões técnicas, claro - ou da vizinha. Com quem é que ela dorme? Onde é que compra a roupa? Que diz ela dos outros vizinhos? (Enfim, depende da copa do soutien da senhora e de quão facilmente ele se desapertaria, se ela deixasse. Deixaria de ser small talk, eu sei, mas isso é outra história.) Sou muito mau socialmente. Nas grandes reuniões sento-me a um canto e bebo muito. Primeiro para falar e depois para calar-me. Da conversa de copos passo direitinho ao silêncio de copos. (Ou de copas, se me permitem uma pequena digressão pela chachada.)
Tão pouco me estendo muito sobre os grandes temas: faltam-me cabeça, conhecimento e curiosidade. (Gosto de aliterações. Ajudam-me a alterar a monotonia da existência. Da da minha, quero dizer. Da dos outros nada sei.)
Por isso evito conversas de vizinhos, de política, de futebol, de literatura. (Mal sei ler, essa é que é essa. Aprendi meia dúzia de termos com os quais me engano e engano meia dúzia de papalvos quando já bebi o suficiente para falar e ainda não para me calar.)
Há uma assimetria fundamental nesta coisa da conversa de chacha: ouvir é pior do que falar. As nossas chachadas soam melhor do que as da tal vizinha apesar de a senhora...
Vá, que se lixe. Traga-me um rum, sim, por favor? O quê, acabei-lhe a garrafa? Basta abrir outra. Se não tiver do mesmo pode ser um diferente. Sou adepto de Baudelaire. Parcialmente adepto. Não me embebedo com poesia, por exemplo. Excepto se for da má, como aquela que eu escrevo. Ao fim de três estrofes tenho a cabeça a andar à roda e à quarta vomito. Esteja descansado. Prometo que não vomitarei aqui. Traga-me um rum qualquer, por favor. Se não tiver rum pode ser mezcal. Estou de bicicleta, não há risco de a polícia me mandar parar. Não sei é se conseguirei montá-la. Refiro-me à burra. Não, a vizinha não é burra. Burra é bicicleta. A vizinha é boa, muito boa. Só diz disparates, mas nada que um "boa tarde" dito a correr, "desculpe, tenho o telefone a tocar" não resolva.
O problema amanhã é o tempo. Vai chover, parece. A fiabilidade das previsões meteorológicas aumentou bastante. Já a dos comentadores políticos continua igual: são muito bons a prever o que já aconteceu. E mesmo assim às vezes enganam-se. Prefiro prever o preço da uva mijona. Acerto sempre: é barata. Já os comentadores são fala-baratos, uma contradição quando se sabe o que eles ganham. Sim, prefiro fala-baratos a fala-barato. Não sei porquê. É como small talk e chachada. Também não sei porque prefiro aquela a esta. São uns fala-barato. São fala-baratos. São fala-barato. Não soa bem. Um predicado no plural e um complemento directo no singular. Tomemos um exemplo: os liberty ships eram um navio construído nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Os liberty ship eram navios, etc. Eram um tipo de navio. Uma classe de navios. Sim, eu sei, sou um fala-barato dos caros, esse rum que me serviu deve ser caríssimo. Não é? Ainda bem. Não tarda começo a falar de política. Ou das mamas da vizinha, que numa sociedade educada designaria por seios apesar de mamas ser um termo técnico. Muito desgastado pelo uso (o termo, não os ditos, que são jovens e vigorosos, suponho. Nunca lhes toquei. Nunca os vi ao vivo, sequer. A senhora é puritana. Modesta, como se dizia antigamente). As mamas são, mamas é. A importância de um artigo definido é inesperada, não acha? Como se um pequeno ladrão de esquina nos oferecesse um relógio em vez de nos roubar o Rolex que trarìamos no pulso se usássemos relógio. Como não temos ele oferece-nos um Swatch daqueles que fazem muito barulho, baratos.
Caro senhor: chegou a hora. Boa noite. É um prazer falar consigo. É como falar sozinho mas sem ninguém a assistir.