Uma iniciativa popular na Suíça quer proibir os fogos de artifício por causa do bem estar animal. Como todas as iniciativas e referendos (estes vêm do governo, aquelas do povo, como o nome indica) o tema é objecto de debates na televisão, artigos na imprensa, comités e contra-comités. Como é evidente, aprovo o método e se votasse votaria contra, mil vezes contra.
Tenho muita pena dos animais que se assustam mas devemos impor limites. A civilização ocidental é a única que se despreza, menospreza, hostiliza a si própria. Esta auto-desqualificação tem vantagens, claro. Os fluxos migratórios demonstram-no à saciedade. Mas o que é de mais é de mais. As rampas escorregadias devem ter limites e as nossas sociedades estão a precisar muito de muitos.
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Isto dito, penso quão melhor seria aqui o debate caminhense sobre a ponte para a Guardia. Seria objecto de estudos, análises, contraditórios sem fim e quando as pessoas fossem votar talvez tomassem a opção errada (para mim e por agora). Mas pelo menos votariam informadas.
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À tarde fomos à costa de Lavaux: lago Léman, Alpes e vinhas em socalcos. A beleza desta mistura submerge-me numa melancolía sem fundo. Tão funda que não me apetece sequer falar nela. Fica aqui o registo, para um dia.
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Uma das poucas coisas que poderiam reconciliar-me com a televisão seria os telejornais suíços. Felizmente não quero e pouco os vejo. Mas lá que tenho inveja dos telespectadores suíços tenho. É possível fazer telejornais curtos, informativos, com um mínimo de micro-trottoir.