23.11.18

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 22-11-2018

Apanhado na rua no meio de uma multidão, por causa da inauguração das iluminações de Natal. Não percebo por que raio de carga de água sociedades laicas celebram o Natal. Das duas uma: ou não são laicas ou não é o Natal que se celebra. Opto por uma mistura das duas.

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Amanhã, encontro com o surveyor e o rigger (fico grato se me indicarem os termos em português) para discutirmos o apoio da sapata do pé do mastro. Depois, viagem relâmpago a Lisboa, para tratar de alguns assuntos. Hoje senti-me pela primeira vez preso numa ilha. Resultado: Driiveme

O estabelecimento de preços das companhias aéreas é ridiculo.

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Expressão brilhante de E., companheiro de casa de hóspedes: Panda Conservation Company.

Eu chamar-lhe-ia Panda Waltz Company: um passo à frente dois atrás, mas estaria a ser injusto. É inegável que estamos a avançar.

Talvez Panda pé de chumbo companhia de dança?

Para a semana acabamos de pintar o primário no interior e arvoramos, se não houver muitos atrasos com o raio da sapata.

A qual é de alumínio, não de chumbo.

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Com a combinação de barco vazio e chuva copiosa têm aparecido algumas surpresas. Pensava que já tinham terminado, mas são como loiça para lavar: há sempre um prato que aparece depois de tudo lavado.

Enfim, só uma é potencialmente chata. O resto não passa de pequenas contrariedades, coisa de dar um tabefe ao bote, mais para aliviar do que para o corrigir.

A verdade é que estamos a fazer de uma vez só o que devia ter sido feito em trinta e cinco anos e não foi. E a corrigir erros feitos ao longo desse tempo todo.

Ele merece, ao menos isso.

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Creio que nunca conheci um barco tão bem como este, o INDOMÁVEL e o DON VIVO.

É como conhecer uma pessoa intimamente, penso. Por coincidência, devem ser três as que conheço assim, também.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.