11.12.18

Cúpido, Psique e a inatingível clareza

Aproveito estar deitado para reler a história do Cúpido e da Psique, por causa de um post da A. V. Aproveito a releitura para me lembrar de Veyne, mas não tenho o livro à mão. Não tenho nada à mão se não o presente, de resto. Depois lembro-me de outras coisas: por que raio de carga de água eram os mitos gregos tão complexos? Nem os autores dos trinta e uma partes davam tantas voltas, reviravoltas, curvas e contracurvas. Sempre gostei deste casamento, verdade seja dita. E do episódio dela fazer amor com ele meses e meses sem nunca o ver. A ideia de que o amor e o sexo vão juntos foi refutada há muito tempo.

Aproveito para me lembrar de duas ou três miúdas, talvez mais. Dessas que têm - ou pelo menos tiveram - o condão de unir em mim o Cúpido e o pouco que me resta de Psyque. Bem tento separá-los, note-se; mas às vezes é difícil.

Cúpido era desajeitado com as flechas; acertavam ao calhas. Nisso não concordo com ele. Não é lavado que nos faz amar alguém. Antes fosse, claro.

Antes fosse claro, tudo isto.

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