13.9.05

Les Brasseurs

I

Se um dia, por acaso, passarem nos Brasseurs, em Genève (é fácil - basta chegar, ou partir, de comboio: é mesmo à frente da estação), não vão em cantigas: a "Blonde Pure Malt" é de longe a melhor; a "Ambrée Pure Malt" é doce e enjoativa, e a "Agave au Citron Vert" é um engano sustentado no nome exótico: evoca-me o Shandy do British Bar quando era bom (ou quando era sempre bom), mas em pior - e sem o British Bar, claro.


II

Há dias em que gosto de mulheres feias. Nem sempre, reparem; só às vezes, como hoje. Gosto daquela mulher com uma caneca de litro à frente. O amigo, ou namorado também tem uma (ela "Ambrée", ele "Blanche") e tem aquilo a que os franceses chamam "bonne tête". Ela não. São os dois gordos, o que num casal me parece uma redundância.

Riem-se muito. Mas o riso não a faz bonita: usa uns óculos pequenos, rectangulares e de aros grossos numa cara grande e redonda, lábios demasiado maquilhados, cabelos encaracolados mas que começam muito atrás, deixando à vista uma testa enorme. Porque me é simpática? Está na hora de ir para casa, suponho.

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