3.12.19

Louvor e simplificação de L. Cohen

Com a absoluta e inescapável excepção de Leonard Cohen, a canção aborrece-me. Seja ela Marianne Faithfull, Nico, Bob Dylan, folk, rock, pop, the lightning that breaks it, não há uma canção que ao fim de um momento, mais ou menos longo, não me faça ter vontade de ouvir outra coisa.

Acabo de descobrir a razão: não vejo a relação entre as canções e a vida (mais uma vez, exceptuo Leonard Cohen). Um gajo ouve os Pogues, os Steeleye Span, Zappa, Doors, isso tudo e o que obtém é uma visão parcelada da vida. (O melhor de Zappa são os instrumentais - Shut up'n play yer guitar é um álbum fabuloso, por exemplo.)

O único cantor que consegue embrulhar a vida toda numa canção é Cohen. O resto não passa de lanternas que alumiam uma parte do caminho mas nos deixam às escuras nas outras. 

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.