"Agarra-te aos ombros", digo a mim próprio. Obedeço: mão direita no ombro esquerdo, esquerda no direito e aperto com força, puxo-me para baixo. Nada mexe, claro, mas a energia aconchega-me e aquece-me. Nunca tive a quem me agarrar senão a mim? Outros ombros? Tive. Mas estes são os únicos que andam sempre comigo. Não me largam. E não vão para baixo.
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.