26.6.21

Diário de Bordos - Palma, Mallorca, Baleares, Espanha, 25-06-2021

Onde começar este dia? Os dias começam ou são como as viagens, que se encaixam umas nas outras como as noites e os dias? 

Não sei. Começo, pelo fim, pela interminável espera (interminável rima com agradável e neste caso não é um acaso) na praça de Santa Eulália. Ainda estou para saber o que esperava, mas sei que a espera foi boa: a luz mudava devagarinho, a S. exagerava nas suas manobras de pseudo-sedução (mais sobre isto mais tarde), a R. tratava de mim... Não esperava nada, na verdade, senão que as horas se escoassem sem demasiados remoinhos. Os dias deviam acabar todos assim, como água de uma banheira que se esgota pelo ralo levando consigo toda a sujidade e os restos de sabão. Esperar sem esperar, nem o Tao Te King teria inventado tal coisa.

Depois fui comer carne aos Maños, antes fiz montes de coisas de que agora não me lembro, acabo a noite no Divino e penso «mais vale vingar-me no pâncreas e no fígado (ambos meus) do que nos outros», como faz uma senhora que conheço - e de quem gosto muito, verdade seja dita, apesar de ela levar os limites da definição de gostar aos limites, justamente. 

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Se um da precisarem de um nome para campo de minas, pensem em P., se faz favor (forneço o resto do nome a pedido).

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As manobras de pseudo-sedução da S. vão ter de ficar para mais tarde, com grande pena minha. Devo dizer que as aprecio bastante, sobretudo porque sei que são técnicas de venda. O que ali aprecio é o profissionalismo, não a sedução. 

Como é que dizia o outro? «Há mas são verdes», não é?

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.