É quase meia-noite e acabo de passar duas semanas horrorosas, muito para baixo do muito mau. Qual a relação entre estas duas orações? O fim do horror está próximo. É razão necessária e suficiente, não é?
É. Claro que cem por cento da responsabilidade é minha; tal como noventa e nove por cento da culpa. Já tenho idade para a) não acreditar em tudo o que me dizem, b) seguir a minha intuição e c) pensar em mim, egoisticamente, à la Ayn Rand.
Falham-me a d), e), f) e por aí fora até à z).
Que se lixe. Sou como sou e é tudo o que sou.
Ou, se me permitem uma auto citação, como sou me dou. Convivo bem com os meus defeitos, condição primeira para amar alguém. Esse alguém sou eu? Tanto melhor. Esse alguém faz-me passar dias como os que passei? Paciência.
Isto dito, saiu-me mais uma borderline na rifa. Gostaria bastante - e agradeceria ainda mais - que esse alguém me explicasse que mal fiz eu a Freud - ou à psiquiatria em geral - para as atrair desta maneira. Esta última juntava umas gotas de OCD à borderline (BPD, para os íntimos, amantes de acrónimos e de maiúsculas).
Ou seja; passo os pormenores. Mais de mil euros em aviões, mais de quinhentos em hotéis e em alimentação, alguns duzentos em táxis... A loucura sai cara, sobretudo para quem não é louco. Costumo dizer que trabalho para fazer o que quero mas tenho de reconhecer que também trabalho para fazer o que não quero.
Um dia trabalharei para não fazer o que não quero. Por exemplo: trabalhar. Ou andar de avião.
..........
A música no bar do lado não pára. Quanto menor a latitude mais alto o volume de som. É por isso que nunca serão ricos. Nem sequer civilizados, etapa prévia e essencial.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.