Turisto em Fort-de-France: almoço na Carole, gelado na cour Perrinon, rum na praça logo à frente, deambulo (em ziguezague) na retícula urbana, encontro uma loja com sabonetes mais baratos do que em St.-Martin (o que me faz pensar que os caminhos do mercado são insondáveis) e acabo, inútil é dizê-lo, aonde comecei: café L'Impératrice, o único sítio de Fort-de-France aonde não há um único branco e que é o mais bonito. (Não há relação de causalidade.) Não consigo decidir se gosto mais de Marigot se de Fort-de-France. Esta é mais bonita, mais complexa, maior - mas exala provincianismo, coisa à qual sou mais ou menos alérgico. O serviço é horrível, as lojas fecham à hora do almoço, a cidade inteira respira sono, tédio. Decido que o problema não o é, bebo o meu rum tranquilamente, deixo-me perspassar pela sonolência local e pergunto-me qual a receita do Impératrice para afastar os gringos.
O Pain de Sucre está fechado. Forçoso é reconhecer que é definitivo, o que lamento profundamente. Era um restaurante óptimo.
Fui comprar um cigarro ao Sun&Fly. Não consigo perceber porque não é permitido vender cigarros à unidade. Se as autoridades estivessem mais interessadas na saúde pública do que nos impostos tornariam obrigatória esta forma de vender tabaco. Não estão, claro. A ideia de que os políticos se interessam pelas pessoas é uma ingenuidade. Os políticos só se interessam pela nossa massa e pela forma de a transferir para os cofres do Estado.
Toda a gente sabe.
(Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte. Já viram algum político sem arte? Eu já, mas duram pouco.)
.........
(Cont.)
(Cont.)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.