A mistura é esta: uma mesa de restaurante na praia; alísios; centenas de mastros; rum velho; montanhas cobertas de vegetação; três jobs em perspectiva; uma indeterminada quantidade de paz a entrar-me pelos poros, abertos à espera dela; mais rum velho. Não sei qual o ingrediente principal da mistura mas tendo para os alísios, para os mastros, para as montanhas, para o rum, para a praia. Por esta ordem ou por outra qualquer, não sei. Tanto me fazem, a ordem como a desordem. Convivo bem com as duas - desde que me cheguem acompanhadas por rum, alísios e perspectivas de trabalho, claro.
Das quais uma é bonita: trata-se de levar um veleiro já não muito novo do México para o Brasil. É o tipo de viagem que me atrai: longa, condições bastante variáveis, inabitual - além de que nunca estive na costa atlântica do México e gostaria muito de ir. Ainda não tenho a certeza de aonde estará o bote mas deve ser Cancún. Não sei. Quando souber saberei. Esta semana.
Claro que três perspectivas de trabalho é risível. Normalmente são necessárias vinte para que uma se concretize. Neste caso não é bem assim porque uma delas é concreta mas eu não a quero, a outra é assim assim (México) e por último está a das BVI, que com sorte conseguirei cumular com a do México. Ou seja: concentremo-nos nos mastros, nas montanhas cobertas de verde, no vento, no rum velho, no quadro presente e deixemos o futuro para aqueles de quem ele foge constantemente: os que o tentam adivinhar.
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A tarde escoa-se lentamente, ao ritmo do rum e do vento. Ao lado a banda faz testes de som sem parar. A música não é grande coisa mas a parede que por vezes me isola do mundo funciona particularmente bem nestas ocasiões. Já paguei e preparo-me para me ir embora, dormir uma merecida sesta. Fazer quase nada é muito cansativo.
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A tarde escoa-se lentamente, ao ritmo do rum e do vento. Ao lado a banda faz testes de som sem parar. A música não é grande coisa mas a parede que por vezes me isola do mundo funciona particularmente bem nestas ocasiões. Já paguei e preparo-me para me ir embora, dormir uma merecida sesta. Fazer quase nada é muito cansativo.
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ADENDA
Não como sushi bom desde que o Gonçalo D. fechou o restaurante de sushi que tinha no Estoril mas hoje estava com fome e vim ao sushi do Marin. Não é bom nem é mau, antes pelo contrário. É só caro, como todos os sushi do mundo. De qualquer forma aqui não há nada que não seja caro, pelo que mais barato ou menos não é propriamente um critério. É que nem o McDo, portanto näo vsle a pena reclamar. Esta merda é cara e é uma merda. Ponto.
O problema sendo que ainda não são sete da noite e se for dormir agora acordo à uma da manhã. Mais vale tentar aguentar um pouco e acordar às três.
Sem carro é difícil.
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(Cont.)
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.