Os meus três objectivos da última semana parecem-me simples e legítimos: poder dormir estendido na cama e não sentado; andar direito e não com o queixo ao nivel dos joelhos; não ter dores permanentemente. Nenhum desses objectivos foi atingido. Conheço pessoas que são contra o turismo médico - contra quem vem a Portugal beneficiar dos nossos recursos médicos. Eu tenho praticado o turismo hospitalar. Hoje calhou a vez de ir ao Egas Moniz. Em vão, claro: não tem urgências. Ou seja, na verdade o que eu quero é transformar o meu turismo hospitalar em turismo médico. Transformar os ensaios e golos, como no rugby. Beneficiar dos nossos recursos e não apenas visitá-los. Ontem passei oito horas no hospital de S. José, fui muito bem tratado - mas continua tudo na mesma. Enfim, tudo, não. Troquei a medicação que me tinha sido recomendada dois dias antes em Loulé por uma nova, que comecei hoje a experimentar. Talvez seja cedo, talvez precise de experimentar esta nova farmacopeia. Talvez precise apenas de uma boa dose de paciência. Talvez. Não sei. Só sei que continuo a dar voltas ao penico e estou cansado. Parece-me cada vez maior.
........
Hoje não vou à feira do livro.
ADENDA: parece que isto está a melhorar. À velocidade de um caracol bêbedo, mas a melhorar. Vamos assistir de novo a uma luta entre o pessimista e o optimista que me escolheram para morar? Agora vou à farmácia buscar remédios que ontem não tinha. Depois saberei qual dos dois farsantes tem razão.
PS: o caracol não está bêbedo. Nem sequer existe.
(Cont.)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.