Este chauffeur pertence claramente à divisão racing dos TIB - Transportes das Ilhas Baleares, numa tradução à letra - e eu dou graças a Deus. Vamos para Oeste, o Sol já se pôs debaixo de água mas o dia ainda não cedeu o lugar à noite, a autoestrada parece uma tábua de passar a ferro, estou exausto (isto vai tornar-se o meu segundo nome), amanhã tenho mais um dia inteiro de charter, o marinheiro que me saiu na rifa é impecável e a minha grande dúvida agora é: aonde ir jantar? Hesito entre o Piccolo e o Otaku. Aquele é um do melhores italianos de Palma; este, o mesmo mas em japonês. Gyozas ou milanesa? Saké ou vinho tinto? Vou deixar a burra decidir. Ambos são ao lado de casa (o japonês um bocadinho mais porque não é ao lado, é por baixo) e na verdade estou-me nas tintas. O que não for hoje será amanhã.
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A bicicleta optou claramente pelo Otaku. Hesitou ligeiramente quando passámos à frente do francês - ando para o conhecer desde que aqui cheguei, em dois mil e dezoito - mas foi coisa relâmpago. Dois minutos depois estava estacionada à frente das gyozas e do saké e em outros tantos estava eu com dois decilitros e meio do coiso da casa na mão. A burra é esperta. É uma Btwin que saiu excepcionalmente bem. O Ivo chama-lhe "a tua bicicleta" e eu "a minha". No fim da época veremos quem tem razão. Algo me diz que a teremos os dois.
A especialidade do Otaku são os ramen, coisa de que não sou grande fã. Já dos gyozas sou e muito. E do dono disto, também. Admiro o seu sentido do serviço. Este homem desconhece a palavra Não.
Enfim, a verdade é que sou fã de Palma e agora - isto é, depois do miso - só espero que Btwin concorde em levar-me ao Claudio, que não terá uma fila de cem metros. Tanto mais que o Otaku já não tem o gelado de chá verde. E que eu estou ligeiramente grosso e muito menos cansado. O meu almoço foi um cachorro quente no xiringuito da cala Domingos e isso visivelmente não chega, tanto mais que o pequeno-almoço se ficou por um croissant no Pepe.
É preciso reconhecer qualidade ao dito cachorro. Estava ao nível do preço.
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Despacho os meus decilitros de saké e decido que vou ao Claudio, quer a burra queira quer não. Se estiver de bicha logo se verá. Aí, Samurai!
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A fila no Claudio não chegava à Lua mas andava lá perto. Venho ao After Landing beber uma "pila conada" (aspas porque tem direitos de autor). A burra não tugiu nem mugiu. Amanhã vou ao Jazz Voyeur. Diz que está óptimo. Por onde é que andará o Stéphane do Porta 13? Porque é que não há um Procópio (ou um dos seus irmãos) em Palma? Porque é que tenho de me levantar cedo amanhã? Detesto adiar noitadas.