3.6.26

Diário de Bordos - Portimão, Algarve, Portugal, 03-06-2026

Badanal lá fora - nortada desfeita, a uivar como o levante em Barbate, isto tem sido uma viagem «abençoada» pelos ventos - e badanal cá dentro. Não durmo desde sexta-feira. Estas dores não me largam, coisa que acho injusta dada a quantidade de comprimidos que estou a tomar. E hoje ainda tiveram a gentileza de regressar em força, depois de uma manhã relativamente calma. Nem o Fentanyl (em patches) ajuda, porra! Amanhã desembarco, vou para Lisboa de camionete e daqui já estou a ver a beleza do trajecto. Se Deus existisse e o SNS fosse um dos seus apóstolos sexta de manhã entraria no hospital e já não saíria sem ter isto tudo tratado. Chama-se a isto sonhar com ladrões, mas antes com eles do que com virgens ofendidas. Não vai acontecer, obviamente - o que só acrescenta outro patamar à angústia - quando acontecerá? O que é demais enjoa, porra!

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Mini-discussão no FB por causa de um post sobre a greve. Fui buscar o Gide. Armas abaixo da Grosse Bertha hoje não me servem.

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Resultado das corridas: mal esteja outra vez capaz de pensar vou tratar da história da Bahia. As senhoras ficaram interessadas. E eu também, claro.

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O que mais me põe fora de mim é esta impossibilidade de me deitar. Um gajo estás exausto, de rastos, com a perspectiva de um Verão fodido. A primeira coisa que lhe vem à mente qual é? Ir deitar-se, obviamente. Pois não posso. A anca recusa-se terminantemente a estar noutra posição que não sentada. Ou seja: não é só nos aviões que durmo mal. É na minha cama também, se tiver de passar a noite sentado.

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