Hoje o dia será passado a fazer activamente nada. Nada. Dedicá-lo-ei a S. Fentanyl, ver se faz algum efeito ou se o assunto é tão grave que nem isso ajuda. Isso sendo o Fentanyl, claro, a droga que anda a matar americanos como krill na boca da baleia. Até agora, se faz não noto. A impressão que tenho é que isto é como querer matar um elefante com um mata-moscas. Esta porra desta dor não me larga e envenena dias e noites. Mais estas do que aqueles, claro: são mais frágeis, sensíveis, susceptíveis, mais falíveis. A noite é a metade feminina do dia.
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O dia de S. Fentanyl ainda não acabou mas já devo começar a pensar que vai ficar em águas de bacalhau. Excepto a dor nas costas: essa não pára. Isto é: de crescer.
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A pior parte desta tortura - ou pelo menos a mais caricatural, passe o sarcasmo - é que não consigo deitar-me. A única posição que aguento é sentado. Há três dias que durmo sentado e que não estou mais de uns poucos segundos de pé; excepto quando quero andar, claro: ando curvado com a cabeça nos queixos. Resultado: tenho os pés que parecem balões de rugby e sonho com dez minutos estendido. Até cinco me deixariam feliz.
Correcção: não é quando quero andar. É: quando queria andar. Já não quero.
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.