14.3.26

Diário de Bordos - Genebra, Suíça, 14-03-2026

Tive dois dias de sol e agora a normalidade regressou: chuva e frio até me ir embora. A minha previsão no avião estava portanto parcialmente errada e certa. Acontece frequentemente com as previsões feitas ab ante: às vezes acertam, às vezes falham e outras acertam e falham. A questão de quantificar cada uma dessas é ociosa. Pelo menos para mim, que aprendi faz décadas a conviver com a incerteza, o acaso e as coisas sobre as quais não tenho qualquer espécie de controle. (Nem quero ter, mas isso é outra história.)

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Fui comprar o queijo à queijaria Au Gruyère, também conhecida por Oberson, provavelmente a melhor queijaria de Genebra e arredores. Não sei. Para mim é a única, por isso não faço comparações. Espero com ansiedade que alguém me demonstre que estou errado e há uma melhor.

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No regresso passei pelo Globus, faltava-me pão e alho. Aquilo é como ir ao jardim zoológico, mas em vez de se ver macacos vêem-se ricos. Prefiro estes àqueles, e ainda mais quando se trata da parte feminina das respectivas espécies.

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De manhã vou beber um café e ler o jornal. É um hábito civilizado: ler o jornal de manhã no café. Felizmente em Genebra os estabelecimentos continuam a permitir-nos mantê-lo, apesar de haver cada vez menos títulos.

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Poucos, mas bons. Veja-se esta notícia: 

"On aura tout vu.

On a voté la semaine passée en Argovie sur la limitation des radars fixes accusés de remplir les caisses de l’État. La loi est passée. Au fait, il y en a combien de radars fixes en Argovie? Un. Mais gouverner, c’est prévoir!"

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