Venho almoçar à Taberna de Abelardo, que concluiu com êxito e distinção a sua prova de inclusão no meu pódio Barbate. Vim a pé, o que é uma asneira, claro. Tive de parar no El Gordo para meter combustível e confirmar a minha intuição: não vai para o tal pódio, nem perto. Já o Abelardo satisfaz todos os meus diferentes eus: o gastrónomo, o esteta, o vagabundo que gosta de valores locais, o teso que gosta de comer bem, o explorador sedentário (ou vice-versa). Somos muitos e não é fácil chegar a todos ao mesmo tempo.
A Taberna de Abelardo está dividida em duas salas. Uma é o «restaurante» (aspas para sublinhar as minhas tolerância e generosidade) e outra a taberna propriamente dita, que é a minha favorita. Sou um troglodita que sabe comer de garfo e faca, um taberneiro com boas maneiras e boa educação, um esteta capaz de filtrar e eliminar o feio e só ver o bonito.
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.