Esta coisa da conservação da natureza irrita-me ligeiramente. Há muitas razões, todas elas ligeiras, claro. Por um lado, acho muito bem que algumas espécies desapareçam. Não gostaria nada de viver num mundo cheio de dinossauros e apreciaria bastante um sem orcas ibéricas, moscas ou mosquitos. Por outro, sendo ateu - céptico define-me melhor, mas enfim - não gosto de que me impinjam mitos, crendices, fés, superstições ou fetichismos como se fossem dogmas. Finalmente, chateia-me o negócio que está por detrás de tanta beatitude. Nada tenho contra o negócio, note-se. Se há tolos suficientes para o sustentar, ainda bem. Feliz por eles. O que me chateia é o engano, por um lado; e o gasto de dinheros públicos, por outro.
E estragarem-me as paisagens com eólicas, naturalmente (o jogo de palavras é intencional). Infelizmente, essa natureza não entra nas considerações dos conservadores da outra.
PS - se eu tivesse de escolher entre o fim das moscas, dos mosquitos ou das orcas ibéricas, votaria por estas últimas. Coitadinhos dos atuns que elas comem.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.