Não é o double bind perfeito, esse dilema tão querido aos teóricos (e práticos) da escola de Palo Alto. Antes, é muito desequilibrado: de um lado, uma enorme necessidade de descansar. Do outro, uma igualmente vasta necessidade de trabalhar. Claro que a balança pende imediatamente e sem apelo para o lado do trabalho e amanhã lá vou para outro day charter de meio-dia em Portocolom. Ou seja: quatro horas de trabalho e três de trajectos. Pouco importa. Um dos pratos da balança é mais pesado do que o outro, como toda a gente sabe. A vida é injusta.
En attendant, hoje vou cozinhar para a M. e companhia. Frango korma e bebo cerveja no Ivo (?), que por sinal está grosso e é ainda mais insuportável do que quando não está. Terça-feira vou comprar especiarias ao Cristian e em Outubro vou a Genebra. O plano não poderia ser melhor, mesmo que eu quisesse. Não quero. Encomendei frascos de vidro vai para duas ou três semanas e já devem ter chegado. O korma de hoje vai ser feito com um produto enfrascado, pré-fabricado, coisa de que não sou grande fã. Mas enfim. Mais vale ter trabalho amanhã do que não ter. O Watzlawick concordaria.
E a verdade é que hoje descansei. Saí da cama eram dez e meia da manhã e a tarde ainda me proporcionou uma belíssima sesta. Descubro que o Ivo do Bistrot Bar é mais ou menos família do Ivo das bicicletas: este era casado com uma sobrinha daquele. Quando eu falo aos meus tripulantes que quando chegamos a um porto as pessoas estão ligadas por fios que nós não vemos...
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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.