31.10.10

Dilma

Ganhou a Dilma.

PS: ao contrário do que esperava, não há grandes manifestações de júbilo nas ruas. Pergunto a um chauffeur de táxi porquê e ele diz-me que já se esperava. E acrescenta "e a cidade está vazia". O que não deixa de ser estranho, porque foi por aqui, no Nordeste, que a diferença de votos foi maior.

PPS: quando a hipocrisia é enjoativa: «Lula não participará de festa de Dilma porque 'dia é dela'»

A ler, absolutamente

Como sempre, aliás.

O preço das coisas

«Teixeira dos Santos: "Acordo vai custar 500 milhões de euros"». E incompetência, o nepotismo, a megalomania do Governo, quanto é que já custaram (e vão custar, ainda)?

30.10.10

E o vento promete não soprar

"PS promete não recorrer ao aumento de impostos"

Fotografia

Ontem, pela primeira vez, lamentei amargamente não ter uma máquina fotográfica.

27.10.10

Enganos

É muito mais fácil enganarem-me num bar quando bebo água do que quando bebo cerveja, ou whisky.

Peanuts

Feios e fealdades

Cada vez que penso que sou feio lembro-me do Serge Gainsbourg e calo-me, envergonhado.

Os sindicalistas que temos

A falta que eles nos fazem

Um gestor competente vê um funcionário trabalhar e vê que ele é necessário; já um incompentente só se apercebe da falta que o sujeito lhe faz quando este não trabalha. Finalmente, há os cegos: não se apercebem da necessidade do empregado nem numa ocasião, nem na outra.

Longa vida

Estudos como este deviam ser divulgados em todas as tabernas, tascas, bares, restarauntes e afins. E escolas, consultórios de psicologia, jornais de psiquiatria, et coetera et coetera.

«os grandes consumidores de álcool vivem mais do que os abstémios. Leram bem. Não se escreveu os 'bebedores moderados', os que bebem um copito ao jantar. Mas os "heavy drinkers"

Orgulho de ser português - VI

A conversa estava mortalmente aborrecida - a mistura habitual de recordações de jeunesse, amigos comuns e patacoadas sobre a reprodução das lesmas em ambiente controlado, até que se falou de alguém que tinha comportamentos bizarros por causa da droga. De repente oiço esta pérola: "pois, a droga despulta comportamentos estúpidos [não terá sido "comportamentos" porque é uma palavra com demasiadas sílabas para a pessoa que estava a falar, mas era um sinónimo]". E a vivacidade da diversidade da animação do mundo regressou.

26.10.10

Mondrongologia - II

Tal como não é capaz de estar sozinho, o mondrongo tipo não sabe viver sem marcas. Fala-se em camisas e as deles são XPTO; em headphones e os dele são XXPPTTOO; fala-se no que quer que seja e o mondrongo tem as melhores marcas, os melhores produtos. As marcas são as muletas do vazio.

Mondrongologia

O mondrongo (qualquer que seja  sua nacionalidade; esta não é específica do produto nacional, infelizmente) é um animal gregário. Não sabe estar, andar sozinho. Provavelmente porque tem medo do escuro que a sua mente é, ou do buraco.

Orgulho de ser português - V

O português é devoto por natureza; até ao martírio, se for necessário. Mas só se houver alguém por perto para ver.

Orgulho de ser português - IV

Todos os povos têm os seus mondrongos, claro; mas algum terá à sua disposição uma palavra tão bonita, tão eficaz, para os descrever?

Pensar, falar

"Um homem", dizia-me há muitos anos uma amiga insuspeita de tendências machistas, "pensa antes de falar; uma mulher pensa enquanto fala; e um estúpido [sem distinções de sexo, suponho] pensa depois de falar".

Um mondrongo não pensa nem antes, nem durante, nem depois de falar: não há ligações entre o seu cérebro e as cordas vocais (para além das que controlom a mecânica, claro).

Dúvida

Não percebo o fascínio pelas mulheres brasileiras. 99% das que conheço não interessariam nem a um monge fransciscano com uma crise de priapismo.

25.10.10

Orgulho de ser português - III

Os portugueses nunca deixaram realmente de ser donos do mundo. Onde quer que cheguem, é nosso.

Debates e debates

João Galamba, o jovem - não é despiciendo - deputado que, para quem não se lembra, preferiu vir para o corredor da Assembleia da República a votar contra as orientações do seu partido (ou a favor delas, como fez a esmagadora maioria dos seus colegas) no voto sobre as expulsões de ciganos em França, debate neste post uma proposta de Ricardo Reis, um economista português que é professor de economia em Princeton.

Sobre teorias económicas não falo, porque não tenho conhecimentos para isso. O que me interessa no post de João Galamba é tom que dá ao debate. Começa por dizer "Ricardo Reis, um economista conhecido por achar que a realidade é um pormenor que não deve estragar a simplicidade e a elegância de uma boa teoria, ...". Percebo pouco de teorias económicas, mas parece-me que quem tem tendência para ignorar a realidade é a esquerda em geral; e que nesse capítulo o PS nacional, e o nosso extraordinário Primeiro-Ministro não pedem meças a ninguém.

Mais à frente João Galamba menciona a "cabeça pré-formatada" de Ricardo Reis. Um indíviduo - um deputado - que vai para o corredor para não "desobedecer" ao partido pode ter autoridade moral para tudo, menos para acusar seja quem for de "pré-formatação".

Num outro post sobre o mesmo tema, João Galamba, o nosso economista estrela do PS (é "independente", como se viu) acha que propôr a diminuição da progressividade do nosso sistema fiscal é prova de "insensibilidade social". Eu sou pela "flat rate" porque é a forma de fiscalidade que me parece mais justa: taxa-se mais o consumo e menos o que se ganha; claro que isto é anátema para a cabeça não formatada, livre, independente, da nossa estrela no Rato.

(Estrela por estrela, prefiro uma de Harvard, mas isso é outra história).