7.1.23

"Europa"

Estou muito grato à Europa por uma certa quantidade de coisas: o euro, por exemplo. Cada vez que venho à Suíça penso no pesadelo que era andar com uma carteira de pesetas, outra de francos franceses, outra de francos suíços - para além da de escudos portugueses (e às vezes marcos alemães e libras esterlinas). As formalidades fronteiriças. As imposições ao nosso governo - para os outros estou-me nas tintas. (Sim, sei que essas imposições são insuficientes. A "Europa", entre aspas como a designava o saudoso Vasco Pulido Valente, devia ter um representante com direito de veto no conselho de ministros.) A facilidade de comércio intracomunitário.

Infelizmente, essa "certa quantidade de coisas" é cada vez menor. A "Europa" transformou-se num monstro burocrático e paranóico que - a título de exemplo - duzentas vezes por dia me obriga a dizer que sim, aceito cookies. Bolas, não podiam arranjar um sistema que se lembrasse da minha escolha?

Podiam, claro.

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Não prometo responder a todos os comentários, mas prometo que fico grato por todos.