5.1.11

S/Y "NO NAME"

O "NO NAME" é um trimaran desenhado por Roger Hatfield, um grande especialista dos multicascos. Quando foi construído o "NO NAME" era o 8º de uma série de sister ships. É um plano de 1985, e fartou-se de ganhar regatas.

Hoje é uma beleza nostálgica cujas soluções deixam por vezes perplexo, e outras - por exemplo, a retrete, um simples buraco sobre o mar, como no tempo das Descobertas e antes disso ainda e depois também - maravilham, pela irrecusável beleza da simplicidade .

Foi o último, e é o único da fratria que ainda navega. Os multicascos daquela altura tinha o hábito triste de se voltar (não eram só os trimarans; os catamarans também. O NO NAME também se virou, mas foi durante um ciclone, num porto, e foi recuperado). O barco é uma beleza, parece uma manta que pôs um dedo na água para lhe avaliar a temperatura e a achou demasiado quente.

O armador planeia fazer-lhe alguns trabalhos: aumentar o volume dos flutuadores para lhes aumentar a flutuabilidade; refazer o interior todo; substituir o patilhão por uma quilha fixa - um programa simples.

Há barcos que pura e simplesmente nunca serão feios. São incapazes de fealdade. O NEW NAME é mais do que isso: é incapaz de envelhecer. Será sempre, mesmo depois dos trabalhos, aquela forma elegante das coisas simples; ou a forma simples das coisas belas; ou a elegância simples da beleza.

4.1.11

Problemas / Soluções

Há pessoas que procuram as soluções e as encontram, às vezes e depois de procurarem algum tempo; e há as que procuram os problemas. Essas encontram-nos sempre e imediatamente.

3.1.11

Rum cosmopolitano

No outro dia pedi um rum num restaurante de Marigot. O homem respondeu-me que tinha "Monguê" e perguntou-me se eu gostava. "É o rum dos marinheiros", esclareceu. Fiquei surpreendido porque não conhecia a marca, eu, marinheiro de mar e apreciador de rum. Disse-lhe que não conhecia, e ficaria encantado se corrigisse rapidamente essa lacuna.

Trouxe-me Mount Gay, o rum do coração e da amizade, o rum a que agora, com um copo dele à frente, teço loas e que todos os dias abençoo.

2.1.11

Hilariante

Aqui.

O que há num nome? - II

Nada, em 95% dos casos. Carne, às vezes.

Palermices

Todos somos os palermas de alguém, como dizia um palerma qualquer cujo nome esqueci. A cada um a sua, portanto.

Esta é magnífica, como palermice. Mas tem uma forma relativamente fácil de deixar de o ser (palermice, não magnífica): basta que o projecto lei inclua uma cláusula proibindo um socialista de tocar nas finanças do país. Não seria inédito. Na Suíça, por exemplo, o ministério das Finanças está, por acordo tácito entre as partes, fechado aos ministros socialistas (o que não impediu um socialista, Otto Stich, de ser o melhor ministro das Finanças que o país jamais teve; mas isso é a excepção que confirma a regra).

"CAIS quer tornar pobreza ilegal e vai apresentar projecto de lei aos partidos"

A ler, todinho

Não concordo com a parte relativa ao Rui Tavares: que o homem é um populista não há dúvida e que em política a sua má-fé intelectual atinge níveis estratoféricos ainda menos. Mas prescindiu de uma parte do salário (que, se não inclui "patrocínios educativos" tão pouco os exclui. Se ele gastasse o dinheiro em automóveis, piscinas ou a albergar cães seria melhor?) para ajudar pessoas que dela precisam, e é por isso que deve ser julgado. De qualquer forma, concordando ou não o texto é uma delícia.

"Os dias contados", crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Pedido

Deixo aqui um lancinante pedido às pessoas que, inconscientemente, contribuem para o aquecimento global: por favor, façam-no com um bocadinho mais de consciência. Aqui em St. Martin, por exemplo, a água do mar está a 24º, quando nesta altura do ano costuma, dizem os antigos, os pescadores, a gente do povo, a 26º. E, neste momento em que vos escrevo, a temperatura do ar não passa dos 20º, quando devia estar a 24 ou 25. Pedir-vos, aquecedores globais inconscientes, um bocadinho de consciência, aplicação e um esforço suplementar não me parece despropositado.

Pequenos anúncios privados - Cont.

Cláudia, amor: recebi o teu e-mail com a fotografia. Obrigado. Porém, quando respondo obtenho uma mensagem de erro. Por favor envia-me o e-mail correcto.

Beijos

Luís


PS - Não te esqueças do nºde telefone.
PPS - A fotografia é recente?

[Peço desculpa aos leitores habituais deste blog, mas preciso realmente de entrar em contacto com a Cláudia]

Pequenos anúncios privados

Cláudia, querida, sabes que te amo, mas não o posso dizer publicamente. Por favor manda-me o teu e-mail e o teu nº de telefone.

Obrigado

Luís

PS - por favor junta uma fotografia tua.

1.1.11

Harley parvos

Ontem vi um tipo chegar com uma Harley. Tinha um ar ameaçador, com o seu capacete e o bigode. Depois parou o engenho, tirou o capacete e ficou só com cara de parvo.

Sobrevivência

Hoje uma senhora admirava-se porque o amigo de longa data conseguia fazer coisas sozinho no barco. Coisas complicadas, como procurar guardanapos, um passador para a massa e assim. A senhora não sabia que qualquer embarcação consegue pôr um homem a fazer aquilo que gerações de mulheres não conseguiram: sobreviver sem elas.

Analfabetismo

"I can't read you", disse-lhe quando me apercebi que a sua resposta seria "yes", se eu lhe dissesse o que me ia no espírito. "I don't want you to read me", respondeu. "I want you to f... me. If you want to learn reading go see someone else". 

Caras e corpos

A tristeza tem um corpo, mas não tem cara; é pesada e omnipresente. Já a felicidade é o contrário: tem cara, mas não tem corpo. Mal se sente.

Estratégias e necessidades

Alguns homens precisam de falar muito para seduzir; outros fá-lo-iam melhor estando calados.

Cretinismo

Cretinismo puro, distilado, essencial, cretinismo pelo cretino que ajudaria a definir o termo se ele não estivesse, infelizmente, já tão bem definido. Acaba de receber uma bolsa de 2,4 milhões de euros do European Research Council. A "Europa" trata-se bem.

A entrevista parece-me má; mas isso devo ser eu, que esperava melhor de Filipa Martins.

"O problema das minorias cristãs no Islão"

Um excelente post de Rui Herbon no Jugular. O movimento para trás do grande pêndulo do politicamente correcto acelera.

O que há numa data? - II

A America's Cup em S. Francisco, algures em Setembro de 2013.

O que há numa data?

Esqueci-me de assinalar os 7 anos do DV, a 27 de Dezembro do ano passado.

O que há num nome?

Ouve, Rosa, vou dizer-te uma coisa, Cláudia, que nunca disse a ninguém, Mariana: amo-te, Paula, Ana, Maria, Margarida, Sofia. Amo-te, Isabel, Patrícia, Vicky, Gina, Francisca. Amo-te, Suzana, Elizabete, Helena. Amo-te. Pelo que és, pelo que fazes, pelo teu riso, pelo teu olhar. Amo-te porque és única, e és a única.

(Para a Ana, com amor e carinho e ternura, neste Ano Novo que nunca será velho).